Anticrime
a busca pela libertação dentro de nós mesmos
O Anticrime foi uma oficina para meninos e meninas de rua, dedicada à introdução à gravura, bem como a elaboração de postais para manifestar suas opiniões.
"O Anticrime pretende com suas ações fortalecer e ampliar o reconhecimento social dos direitor das camadas excluídas, que dependem de sua organização para a ampliação das políticas públicas a elas dirigidas.
Compreendendo a dinâmica sócio-cultural (diversidade cultural e social), tornam-se sujeitos de direito e reconhecem-se como protagonistas do contexto em que vivem."
Teatro-Oportunidade
"outras visões de como evoluir na vida"
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| Professores e alunos se reúnem na escola Um pequeno prédio, escondido entre as árvores do Parque da Cidade. Este é o local onde meninos e meninas se encontram semanalmente para ensaiar uma peça de teatro. Trata-se de alunos da Escola de Meninos e Meninas do Parque, uma das 12 escolas públicas escolhidas pela Fundação Athos Bulcão a participar do 8º Festival de Teatro na Escola. O tema "Ei, Vendo a Vida Passar?!" será tratado em cena no Centro Cultural no Banco do Brasil - CCBB, de O primeiro encontro para começar a definir o roteiro da peça aconteceu na última quarta-feira, dia 13. Nove jovens e dois bebês (filhos de alunas) contaram com o apoio da professora de Artes Visuais da Escola, Cláudia Bertolin e de dois voluntários, a professora aposentada e atriz Elizete Teixeira e o professor e ator Jones Schneider. Os três são responsáveis pelo andamento do projeto com os meninos de rua, denominado "Teatro-oportunidade". Cada aluno teve espaço para dizer que idéias vinham à cabeça sobre o tema. Alguns até encenaram rapidamente, remetendo a práticas não comuns no seu dia-a-dia, como falar ao celular sentado em uma cadeira na praia ou ser um patrão que dá várias ordens a seus empregados sem sequer levantar-se para pegar um copo d'água. Jones acredita que o assunto é muito amplo e sugere várias coisas. Elizete complementa: "O desafio é trabalhar todas as leituras do tema. Temos que trabalhar com o que eles (os alunos) têm a oferecer". Uma série de dificuldades atrapalha o desenvolvimento linear do projeto. Jones explica que, às vezes, recebe um aluno drogado ou com sono. A presença de bebês também exige muita atenção dos pais, que param o ensaio para acalmar as crianças. Outro problema, de acordo com Jones, é a alta rotatividade dos alunos e a falta de comprometimento. "Não podemos contar com a presença de todos os alunos. Uns vêm um dia e não se sabe se voltarão no dia seguinte", reclama. O resultado é um trabalho improvisado, sem texto pronto. No entanto, o improviso no ano anterior deu certo. O grupo criou uma versão cômica de Romeu e Julieta que lhes rendeu uma viagem a Goiânia com participação na 1ª Mostra de Arte Social. Segundo a professora Cláudia Bertolin, "o teatro é algo transformador para os alunos. São outras visões de como evoluir na vida". A aluna Indiana Carneiro do Nascimento, 21, participou da primeira peça e já observa evoluções: "A experiência foi muito boa. Antes eu tinha medo de subir no palco. Agora pretendo melhorar mais ainda, com a ajuda de todos". No ano passado Indiana estava grávida e morava nas ruas. Hoje mora na casa da sogra com a filha, que estava na sala de ensaio. A jovem admite que, às vezes, ainda dorme na rua para vigiar carros e garantir o sustento. Leia a reportagem completa: http://www.iesb.br/moduloonline/napratica/?fuseaction=fbx.Materia&CodMateria=805 |

